segunda-feira, novembro 19, 2007

Carta aberta ao Corrector





Caro Corrector:

Ponto prévio,quero deixar claro que o Corrector é uma pessoa que eu prezo,admiro e por quem tenho uma amizade imensa. Mas há coisas que não podem passar incólumes,mais,este post tem como objectivo alertar o Corrector e não "achincalhá-lo". Apesar de ele andar com a mania que vem aqui fazer "casa nossa" ao blog.


Surpreende-me que alguém com tão bons dotes de escrita,e que inclusive já foi convidado para o blog,se recuse a elevar ainda mais a qualidade do mesmo! Mais,apenas aqui vem sob a capa do falso moralismo,uma especie de "diácono remédios" dos tempos modernos. Apesar de eu considerar que a generalidade dos teus comentários são de elevada qualidade,considero que cingires-te apenas a isso te diminui,ou pelo menos,não nos mostra a tua qualidade e e conhecimento. Gostava então que passasses para este lado e não fosses um "Rui Santos" dos blogues...

O repto está lançado e acredito,como é teu timbre,que não vais recusar este desafio,pelo contrário,vais abraça-lo e acrescentar a este blog uma valia ainda maior!

Sem mais,fica um grande abraço e a certeza de um comment á altura.


P.S. "A essência do conhecimento consiste em aplicá-lo, uma vez possuído". Confucio.



6 comentários:

hugo patricio disse...

Subscrevo, fazes falta ao pardieiro e nós fazemos falta à blogosfera. A porta está naturalmente sempre aberta...

DuChef disse...

Essas insinuações de "porta aberta" e "conhecimento possuido" não estão com nada.

DK featuring O Corrector disse...

[DK] Antes de mais vou te demonstrar que existe uma distinção entre este personagem a quem te referes, O Corrector, e a minha pessoa primordial.

O rumo que as coisas tomaram levaram-me à tentação de me manifestar sobre a forma deste vulto, que como dizes, nada faz, apenas comenta o que os outros fazem, do alto do seu conforto cobarde.

É uma situação que me é, por várias razões, quase desconhecida hoje na 1ª pessoa, porque participo e faço a minha parte no que posso, mas com a qual tenho que lidar constantemente na 3ª pessoa do singular ou do plural e a engolir (uma assistência para golo do duchef), porque muitas vezes não há que dignificar algumas críticas com respostas.

Assim dei asas ao Corrector e observo-o enquanto ele me prova que afinal de contas é tão fácil criticar e destruir e que tou certo em não se deve levar a sério muito do que nos é dirigido.

Passo então a palavra ao meu colega de alma, O Corrector :

Sinto-me lisonjeado por me dedicares o teu tempo e espaço cibernético neste blog de tão nobres razões e sentimentos mas ao mesmo tempo desilude-me uma série de observações num post doutro modo bem estruturado :

1. Venho fazer "casa nossa" não! Vou fazer "casa nossa" a todo o lado e se não aguentas a pressão da crítica talvez não tenhas estofo para tar desse lado a participar. [aproveita o que puderes do que ele diz, o resto deita fora. É típico de quem nunca teve do nosso lado,a agir]

2. Não sei o que é o falso moralismo, parece-me algo que se alega no escuro quando nos sentimos atingidos por um qualquer argumento enraizado numa qualquer moral. Cheguevara, já me falaram de ti e tu, pelo que sei, sabes mais do que isso. A subjectividade da moral não permite que a classifiques como verdadeira ou falsa, se não sabes isso é porque ou nunca te ocorreu ou porque és ignorante. [Ele não percebe...]

3. Sou um constituinte essencial da nossa sociedade, é preciso que hajam pessoas como eu, que estejam atentas a tudo, que estejam prontas para reagir às imprecisões e falácias de quem age, em todos os domínios. Não me sinto diminuido por isso, e pode-se argumentar que com as minhas reacções, existem contra-reacções que podem influenciar o rumo dos acontecimentos. Nesse sentido sou um participador activo, como tu. [Algo me diz que este gajo é do bloco]

4. Não tou aqui para demonstrar a minha qualidade e conhecimento. [falso moralismo!?]

5. Incomoda-me que nos metas todos no mesmo saco, aos críticos. Tal como existem participadores bons e maus, existem bons e maus críticos. Esse indivíduo que dá pelo nome de Rui Santos e que misteriosamente continua a conseguir chegar a nossas casas com os seus comentários superfluos e imprecisos não é mais do que uma pequena contribuição à edificação contínua do mito de que pessoas que se auto-proclamam intelectuais podem versar as suas ideias limitadas e pouco articuladas (porque não passam de experts), com uma dose razoável de liricismo (logo vedada à compreensão da maioria dos portugueses) e parecerem inteligentes com isso ou pior ainda, próximos da razão absoluta. [A questão não está no método tá no conceito de não dares a cara na linha da frente porque tens receio de poder ser criticado e sabes que é tão fácil]

6. Não sou a pessoa adequada para essa função. Sinto que sou mais útil a todos enquanto corrector do que enquanto caneta (para perpetuar a tua metáfora gráfica no post). [Também acho que é melhor não, depois para se manter longe de outros abutres, como ele, teria que usar o lápis azul nos comentários... e aí entraria numa espiral de desamparamento que o levaria à vulnerabilidade absoluta. Apesar de discordar com ele muitas vezes, não gosto de o ver sofrer]

7. Por respeito a nós, vou mudar de "profissão", mas vão continuar a saber de mim, por aí. [A gerência agradece]

[DK] Cheguevara, ele foi-se e agora que tamos aqui sem ele queria só te congratular pelo post e te recomendar que não faças caso ao que ele escreve ou outros do género, sei bem qual a tua situação e é o melhor a fazer.
Parece-me que existe quem confunda a razão com uma bandeira de afirmação, não compreendendo que à margem das ciência naturais a razão não passa dum paradigma, demasiado dependente de factores aleatórios e culturais para poder ser discutida seriamente.

Cheguevara disse...

Sem palavras...
Tocaste-me o coração,demonstraste-me que felizmente ainda cometo várias imprecisões,que erro e que por vezes faço aquilo que mais odeio que me façam:cometo injustiças...
Mas para que conste,estou profundamente arrependido de te ter posto no mm saco desse "comentador". MEA CULPA!
Mas deixa-me feliz,saber que não sou perfeito,longe disso...Que alivio.
Qnt a ti DK,sabes que partilhamos vários pontos de vista entre outras coisas e que a tua opinião conta muito neste local misterioso e complexo que por vezes é o meu coração.
Abraço e ate já.

DuChef disse...

Epá óH corrector ninguem lê post de mais de 500 palavras, quanto mais comments...pessoalmente só consegui as primeiras 3 palavras de cada alinea!

DuChef

O corrector disse...

não leias o resto então, parece-me simples duchef.