terça-feira, março 18, 2008

genocídio

A queda do que resta da nossa componente humana é administrada por dogmas sociais e religiosos, postos em prática sobre a forma da Lei e da moral.

As pessoas - e o seu "desempenho" - são julgadas e avaliadas de acordo com a maneira como se movimentam nas redes de padrões comportamentais convencionados, baseados nos princípios canónicos que fundamentam o sistema judicial e a balança ética.

Eu adapto-me a esta tendência, não porque concorde, mas porque não tenho escolha nem sugestão melhor, e a anarquia é desadequada ao mundo que conhecemos. Vivo de qualquer forma incomodado: por um lado com a relaçao frívola que este modelo confere às preciosas e inexplicáveis qualidades espirituais que caracterizam o ser humano; e por outro pela rigidez obssessiva e desadequada à condição humana com que se aplicam leis e princípios paroquiais, desarticulando por completo o entendimento de justiça social com o de justiça cósmica.

Tendo isto em conta seria expectável, no meu mundo da fantasia, que as pessoas, depois de se afundarem nos seus reflexos comportamentais socialmente exigíveis, levantassem a cabeça e se declarassem acima de tudo seres humanos, mais do que seguidores duma qualquer moral.

Edificou-se uma cultura, assassinou-se o humanismo.
O Homem define-se mundano.

2 comentários:

o observador disse...

presumo que não seja necessário clarificar a quem é que é dedicado este post.

até daqui a 15 dias.

Cheguevara disse...

De facto, não faço ideia pa quem seja o post.

E o problema reside no facto de não haver até agora uma alternativa válida e possivel de seguir. Mudar por mudar não faria sentido apesar desta situação começar, aos poucos, a ficar insustentavel...

Excelente post boy...