quarta-feira, março 22, 2006

Domingo fui perseguido pelo Truman Capote

Domingo, dia 19, naquele espírito de "enquanto vós passeais pelas montras do Colombo eu vou ao cinema", escolhi o Capote para me entreter, simplesmente porque era o único que estava dentro do horário limite que me haviam destinado.

Chegado a casa, fui ver o Family Guy, onde o Brian Griffin(o cão) intrepretava Capote numa peça de teatro.

Mais tarde, na Sic Mulher, interrompi o meu zapping numa produção horrível que supostamente retratava a vida da Audrey Hepburn(imagine-se, na pessoa da Jennifer Love Hewitt?!!), em que um Capote sem graça, à semelhança da série, dialogava com Audrey enquanto trabalhava no "Breakfast at Tiffany´s".

Entretido, com a sequência de random events que colocaram episódios da vida de Truman Capote no meu Domingo preguiçoso, resolvi dar por encerrada a noite iniciando a leitura do "Boneca de Luxo"(tradução surreal como não podia deixar de ser de Breakfast at Tiffany´s).

Ontem, já esquecido do circo de coincidências, tentava vencer as insónias vendo o Kate & Leopold, onde a certa altura a querídissima da Meg Ryan, constata, super enroscada, que o seu vizinho acaba as suas noites, rotineiramente ouvindo a banda sonora do Breakfast at Tiffany´s.

E são parvoíces destas, que por brevíssimos instantes me fazem divagar(duvidar?) sobre a arbitrariedade da nossa vidinha...

2 comentários:

S.B. disse...

A arbitrariedade é coisa que não existe meu caro.

hugo patricio disse...

Não é verdade. Existe e nas mais variadas formas. Por exemplo, o Match Point, que gostaste imenso, anda à volta da arbitrariedade e do impacto que ela tem no desfecho de episódios da "nossa vidinha". É também um adjectivo que identifica o que é deixado à sorte.

Por mera curiosidade, o que escreves tem uma qualidade semelhante em muitos aspectos à do que a personagem da Holly Golightly revela.